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SOLA SCRIPTURA

PASTORAL DE JULHO

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” 2 Tm. 3.16, 17

O resgate da autoridade das Escrituras, feito pelos reformadores, não atinge apenas a teologia, mas tambem a prática teológica. O que isso quer dizer? Quem tem autoridade para ler, refletir e interpretar as Escrituras? O conceito da doutrina reformada do Sacerdócio dos Santos retira do clero a exclusividade do acesso à verdade de Deus, defendida pela Igreja Romana, e a distribui com os salvos. Isto quer dizer que todo crente tem o direito, privilégio e responsabilidade de buscar as Escrituras para sua edificação e santificação, bem como, tem irrestrito acesso a Deus sem necessidade de um mediador, a não ser, unicamente, Jesus. A prática da interpretação exclusiva proporcionou ao clero medieval os papéis de juiz e executor das penalidades sobre as heresias, o que resultou no famoso tribunal da “inquisição” onde, também, os reformados foram considerados infratores da lei divina e executados sumariamente.

Precisamos, hoje, quando comemoramos os 500 anos da Reforma Protestante, resgatar novamente a autoridade das Escrituras e reafirmar a doutrina do Sacerdócio dos Santos, regeitando, com isso, qualquer prática ou ensino baseado na pretença autoridade clerical (mesmo no âmbito das Igrejas de confissão Reformada) e juizo temerário formado por juízes, mais ligados ao fogo ateado a muitos santos pregadores da Idade média, do que ao Senhor, autor da Bíblia.

Orando pelas Igrejas Presbiterianas e especialmente pela IPBV,

Rev. Sergio Victalino

Comentário(1)

  1. Reply
    Namoroagora.Com.br says

    um artigo realmente muito interessante . … bom quando encontramos material deste nível para lermos .
    obrigado pelas dicas . Sucesso !

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