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Tomando Posição

“Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” Gen.39.9

 O versículo acima faz parte de uma história conhecida. José, vendido como escravo por seus irmão é comprado pelo Comandante do Exercito do Egito, Potifar, e na ausência deste é assediado pela esposa do seu senhor.

José chegou à posição que invariavelmente um ser humano chega, inclusive o filho de Deus:  A de optar em praticar o que é correto ou o que é errado, o que é justo ou injusto, aquilo que agrada a Deus ou O ofende. Somos colocados diante de encruzilhadas que exigem decisões, muitas vezes imediatas. Creio que a vitória no momento da tentação passa por um agir gracioso de Deus, mas também por uma posição que precisa ser tomada antes mesmo de estarmos nesta “encruzilhada”, onde somos colocados em um momento de tentação.

José estava firme em sua decisão; convicto sobre o caminho que deveria tomar, independente das consequências advindas pelo seu posicionamento. Rejeitou o convite da mulher que o assediava.

O que levou José a tomar a decisão de não se deitar com a mulher de Potifar?

  1. O caráter moldado no seu interior – “ninguém é maior do que eu nesta casa”.

Creio que os ensinamentos que Israel, seu pai, incutiu em seu coração o ajudaram a assumir aquela postura diante de uma situação difícil. Tenho certeza de que os valores que são estabelecidos no coração de uma pessoa irão ajudá-la no momento de uma decisão.

  1. A consideração do direito do próximo – “Como faria tamanha maldade”.

Somos impulsionados pela nossa natureza caída, e pelo sistema da sociedade que vivemos, a pensar em nós no momento de cada decisão que tomamos. Meu bem estar, meu conforto, minha posição, meu prestígio… Enfim, meu benefício decide o caminho que irei seguir. Somos desafiados pelo exemplo de José e pelo ensino geral das Escrituras que nossa vida deve ser instrumento de serviço ao próximo. Quando tomamos nossas decisões precisamos entender que ela não envolve apenas a nossa vida.

  1. A consciência do que Deus requeria dele – “e pecaria contra Deus”?

O que Deus tem a dizer sobre o assunto sobre o qual estamos prestes a tomar uma decisão ou direcionamento? Cada passo dado por um filho de Deus, o mais simples que possa ser, deve ter o direcionamento e aprovação do Senhor. Na obediência a Ele está a nossa segurança.

Quando você chegar a uma encruzilhada, e tiver que tomar uma decisão, faça três perguntas; elas o ajudarão a tomar o direcionamento adequado:

– Isso é correto e justo?

– Irá abençoar outros?

– Alegra o coração de Deus?

Que o Senhor nos ajude a honrá-Lo em tudo.

Rev. Sergio Victalino

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